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Meus dedos têm desertos.
Há areia fina na minha vontade.
Meus dedos são hipóteses
de o que fazer, onde e quando.
Não têm tato,
só conhecem o tagarelar dos acenos.
Meus dedos demoram a pensar.
Têm memória curta.
Têm a surpresa do estalar do beijo,
mas não regulam bem,
cada qual com seu desejo:
a polegada de vida a ser mudada,
o fura-bolo do desatino de amar muito,
o maior-de-todos os desvarios,
seu-vizinho sem medo de viver
e a vida mindinha que é viver sem você.
Venha e não ria não, eu também quero a sua mão!
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Escrito, produzido e dirigido poe Marco JoseX
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Meus dedos têm desertos.
Há areia fina na minha vontade.
Meus dedos são hipóteses
de o que fazer, onde e quando.
Não têm tato,
só conhecem o tagarelar dos acenos.
Meus dedos demoram a pensar.
Têm memória curta.
Têm a surpresa do estalar do beijo,
mas não regulam bem,
cada qual com seu desejo:
a polegada de vida a ser mudada,
o fura-bolo do desatino de amar muito,
o maior-de-todos os desvarios,
seu-vizinho sem medo de viver
e a vida mindinha que é viver sem você.
Venha e não ria não, eu também quero a sua mão!
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Escrito, produzido e dirigido poe Marco JoseX
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