quinta-feira, 1 de julho de 2010

E não só a mão.

Meus dedos têm desertos.

Há areia fina na minha vontade.

Meus dedos são hipóteses

de o que fazer, onde e quando.

Não têm tato,

só conhecem o tagarelar dos acenos.



Meus dedos demoram a pensar.

Têm memória curta.

Têm a surpresa do estalar do beijo,

mas não regulam bem,

cada qual com seu desejo:

a polegada de vida a ser mudada,

o fura-bolo do desatino de amar muito,

o maior-de-todos os desvarios,

seu-vizinho sem medo de viver

e a vida mindinha que é viver sem você.




Venha e não ria não, eu também quero a sua mão!


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Escrito e produzido por Marco JoseX

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